O Processo

Na RAR Açúcar, todo o processo produtivo começa muito antes da chegada da matéria-prima à refinaria. A empresa trabalha exclusivamente com açúcar de cana, cuja matéria-prima provém, habitualmente, do Brasil. A aquisição é realizada através de empresas de trading, seguindo critérios de aceitação previamente definidos pela RAR para garantir a qualidade da matéria-prima recebida.

Depois de chegar à unidade industrial, inicia-se um processo contínuo de refinação que decorre ao longo de aproximadamente oito horas. Trata-se de uma operação integrada, em que todas as etapas são interdependentes e igualmente relevantes para assegurar a qualidade do produto final.

O processo começa com a receção da matéria-prima, Rama de Açúcar. A Rama de Açúcar resulta da cristalização dos xaropes obtidos da cana-de-açúcar, realizado nas fábricas nos países de origem, onde se processa a extração e purificação parcial do açúcar contido na planta cana-de-açúcar. A Rama consiste em cristais de açúcar com uma película de xarope envolvente. Esta película permite o transporte da Rama a granel passando por diferentes zonas climatéricas sem sofrer alterações das suas propriedades físicas ou químicas​.

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RAMA

A primeira operação da Refinação de Açúcar consiste na separação desta película de xarope do cristal de açúcar, a Afinação. Aqui, a rama é misturada com xarope, formando o Magma da Afinação. Este Magma é centrifugado, separando-se o Açúcar Afinado e o xarope, o qual é recirculado para o Magma. A este xarope é adicionado Xarope de Pré-Primeira recuperação.

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Afinação

O excesso do Xarope de Afinação é enviado para a Recuperação onde é recristalizado, recuperando-se o açúcar nele contido e ficando como produto residual o Melaço. O açúcar resultante da Afinação, o Açúcar Afinado é dissolvido e misturado com o Licor da Recuperação e com os retornos de açúcar. Esta dissolução é feita com águas doces, resultando o Licor da Afinação. O Licor da Afinação sofre uma primeira purificação no processo denominado Carbonatação.

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Recuperação

Na Carbonatação há uma adição de hidróxido de cálcio ao licor, seguindo-se uma posterior precipitação do carbonato de cálcio por borbulhamento de dióxido de carbono. Com esta precipitação há uma separação simultânea de substâncias insolúveis e de compostos de alto peso molecular que se juntam ao precipitado e são separados na filtração que se segue. O licor proveniente desta filtração passa por uma segunda filtração, de segurança, após o qual é bombeado para descoloração

04
Carbonatação

A Descoloração é uma operação que consiste na remoção de compostos corados do licor. A descoloração é feita por resinas de permuta iónica.

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Descoloração

Após a descoloração, o licor é concentrado por Evaporação parcial da água nele contido. Esta concentração é efetuada em Evaporadores de duplo efeito. O Licor Concentrado saído dos Evaporadores é cristalizado em Tachos de Vácuo.

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Evaporação

Na Cristalização, a água do licor é evaporada ficando o açúcar concentrado até ao ponto em que é possível o crescimento de cristais de sacarose. Para ajudar esta formação de cristais junta-se ao licor concentrado no Tacho de Vácuo uma pequena quantidade de pó de açúcar, a sementeira. Durante a cristalização, o Tacho de Vácuo é alimentado com mais licor obrigando os cristais a crescerem. Na parte final da operação de cristalização (cozedura) adiciona-se xarope proveniente de cristalizações anteriores. No final da cozedura obtém-se uma massa, a massa cozida, que é descarregada para cristalizadores antes de ser centrifugada.

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Cristalização do Açúcar Branco

Na Centrifugação dá-se a separação dos cristais do xarope envolvente, o Xarope de Refinação.

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Centrifugação

Os cristais de açúcar húmido são enviados para o setor de Secagem. Os cristais são então secos no secador de açúcar, arrefecidos e separados em classificadores vibratórios, obtendo-se os diferentes tipos de açúcar. O açúcar classificado é depois enviado para o setor da Embalagem seguindo-se as diferentes fases de transformação.

a Centrifugação dá-se a separação dos cristais do xarope envolvente, o Xarope de Refinação.

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Secagem

Ao longo de todo o processo são também valorizados diversos subprodutos, como o melaço, as cinzas e os resíduos do tratamento de lamas, num modelo que privilegia o aproveitamento integral dos recursos.

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Diversos subprodutos

Na fase final, o açúcar é embalado em cerca de 12 formatos distintos, permitindo responder às necessidades dos diferentes segmentos de mercado. A capacidade de embalamento da unidade ronda as 200 toneladas por dia, assegurando o abastecimento regular dos consumidores e dos clientes profissionais.

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Fase Final